Monitora suspeita de maus-tratos contra aluno de 2 anos é demitida pela prefeitura de General Câmara
21/11/2023
(Foto: Reprodução) Caso aconteceu em agosto deste ano. Ex-servidora, que estava em estágio probatório, enfrentava um processo administrativo. Imagens de câmeras de segurança mostram ela amarrando a criança a uma cadeira. Imagem da prefeitura de General Câmara
Prefeitura de General Câmara/Divulgação
A prefeitura de General Câmara, cidade que fica a 81 km de Porto Alegre, demitiu, na segunda-feira (20), uma monitora que respondia a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por maus-tratos contra um aluno de 2 anos em uma escola da cidade. A identidade da ex-servidora não foi divulgada.
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De acordo com a presidente da Comissão de Sindicância e Processo Administrativo, Ilvane Soares Lucas, as provas reunidas ao longo do andamento do processo confirmam a agressão (saiba mais abaixo).
"Nós analisamos o vídeo que flagrou ela pegando a criança e amarrando a uma cadeira. Ouvimos diversas testemunhas e também a servidora, que se apresentou com um advogado", conta Ilvane.
Segundo ela, a ex-servidora, que atuava como monitora na Escola de Educação Infantil Norberto Fagundes Ribeiro, alegou que amarrou a criança à cadeira por questão de segurança.
"[A criança] estaria inquieta, outros colegas poderiam machucar ela. Mas entendemos que existem outras formas de garantir a segurança que não essa", afirma Ilvane.
O PAD foi concluído no dia 14 deste mês, recomendando a demissão ao prefeito. O chefe do Executivo Municipal, Helton Barreto, concordou com a conclusão do PAD e publicou a decisão no Diário Oficial do município na sexta (17). Na segunda (20), a ex-servidora foi comunicada.
Ela tem um prazo de cinco dias, a contar da comunicação, para recorrer da decisão. A mulher ingressou na prefeitura de General Câmara em abril deste ano e estava em estágio probatório. A ex-servidora ficou afastada do emprego durante o PAD e continuava recebendo salário.
O flagrante
De acordo com o prefeito Helton Barreto, o caso chegou à Secretaria Municipal de Educação depois que outra monitora, que trabalhava na mesma sala de aula, disse que presenciou a ex-servidora amarrando a criança a uma cadeira.
"Por questão de segurança, todas as salas de aula tem câmeras e puxamos as imagens. Elas mostram esse fato grave de maus-tratos", afirma o prefeito.
Por recomendação da procuradoria jurídica do município, a Secretaria Municipal de Educação não vai ceder as imagens. Apesar disso, o prefeito Barreto descreveu ao g1 que as imagens mostram o momento em que a monitora pega a criança e a amarra pela cintura na cadeira com uma espécie de corda.
"Chama a atenção que ela fez isso só com esse aluno. Ela disse para a direção da escola que queria fazer uma espécie de 'cinto de segurança', mas não explicou a razão disso e o motivo de ter agido dessa forma", diz o prefeito.
Os pais da criança foram comunicados a respeito do que aconteceu. A criança continua matriculada na instituição de ensino e frequentando as aulas.
O caso não foi registrado em uma delegacia de polícia.
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